Antigamente, uma pessoa com perda auditiva estava fadada a ter um aparelho que apenas acabava com os incômodos e auxiliava em uma audição melhor.

Hoje, com a evolução constante da tecnologia e com a inovação visível nos aparelhos, é possível além de garantir uma boa audição, ter auxílios tecnológicos essenciais para o dia a dia, que podem garantir qualidade de vida e inclusão ao portador de problemas auditivos.

No entanto, para que tivéssemos chegado à situação atual, diversos personagens ao redor do mundo tiveram de lutar em uma história marcada pela relação de tentativa e erro.

No longínquo século XIX surgiram as as trombetas para serem utilizadas no ouvido. A teoria geral para o uso deste aparelho foi a possibilidade de fornecer direcionalidade para os sons desejados, enquanto que, ao mesmo tempo que protege a orelha dos sons de fundo indesejáveis (isto não é muito diferente do que os aparelhos auditivos modernos fazem).

Essas trombetas produziam resultados mais eficazes quando utilizadas de perto com a pessoa falando diretamente para a abertura bocal.  Ela também poderia ser utilizada na audição à distância, entretanto haviam certas limitações para a captação do som.

Após elas vieram os chamados ‘tubos de conversação’, que utilizados para aumentar a relação sinal-ruído – não proporcionaram qualquer amplificação direta. Seu funcionamento era simples: o locutor fala na extremidade do tubo (bocal em forma de funil)  e o som é dirigido ao longo do tubo para um auscultador que deveria ser colocado dentro do canal auditivo.

Depois deles vieram as aurículas, que foram capazes de dar uma resposta melhorada em determinadas frequências, dependendo do comprimento e do diâmetro interno dos tubos.

Em 1920 começaram a surgir os aparelhos elétricos – os quais utilizamos até hoje! O primeiro modelo nesse sentido foi o Aparelho de Carbono, que era – basicamente – um fone de ouvido e microfone de carbono estreitamente ligado de volta para trás, onde o diafragma do fone de ouvido também serviu como o diafragma do microfone de carbono. Isto proporcionou um circuito secundário para o aparelho em que o fluxo da corrente foi aumentada.

Depois dele vieram o aparelho à vácuo e o híbrido – este último responsável pela invenção do transistor, que eliminou a necessidade da utilização de duas baterias, sendo agora necessário apenas uma, de tamanho bem menor, para o pleno funcionamento de um aparelho.

Já na década de 90 surgiram os primeiros aparelhos digitais que iniciaram, de fato, a revolução para os aparelhos que temos disponíveis hoje – capazes de isolar ruídos e permitir uma audição limpa e com maior frequência pelo usuário, além de primarem pela boa adaptação estética responsável por garantir a auto-estima e a sociabilidade dos usuários.

A história é grande e interessante. Mas, acima de tudo, é fundamental para que empresas como a Sonivoxx possa hoje oferecer a retomada da saúde comunicacional com conforto e funcionalidade para milhares de deficientes auditivos ao redor do mundo.

E o melhor disso tudo: não paramos no tempo. Seguiremos evoluindo!