Em setembro do longínquo ano de 1880 um congresso sobre surdez realizado na cidade italiana de Milão proibiu o uso da linguagem de sinais no mundo todo, por acreditar à época que a leitura labial era a melhor forma de comunicação para os surdos.

Tal absurdo ocorrido no mês nove do calendário é uma das principais razões para que atualmente saudemos o mês de setembro como um período especial para a comunidade surda.

Batizado de ‘Setembro Azul’, em referência ao fato de que os nazistas obrigavam pessoas com deficiência auditiva utilizarem uma faixa azul no braço durante a Segunda Guerra Mundial, o mês reforça a luta da comunidade por mais inclusão – relembrando momentos marcantes como esses a fim de alertar para as mazelas trazidas pelo preconceito e apontar para a necessidade de nos afastarmos cada vez mais desse passado nefasto.

Para tanto, setembro é marcado por diversos eventos direcionados à comunidade que pode – dentre outras coisas – encontrar múltiplos espetáculos culturais acessíveis à surdez, homenagens a baluartes da luta e congressos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Como uma empresa cujo compromisso social é prioritariamente promover a qualidade de vida de pessoas com deficiência auditiva por meio da disponibilização de aparelhos auditivos com tecnologia de ponta a condições acessíveis, a Sonivoxx reforça o fato de que a deficiência não está na surdez propriamente dita – mas, sobretudo, em quem se recusa a escutar a voz e a necessidade dos surdos.

Tal deficiência pode ser vista no ambienta acadêmico, que raramente conta com intérpretes de Libras para os alunos e, tão raro quanto, disponibiliza aulas online em formato acessível.

Em sites da internet, que inexistem para deficientes auditivos por só estarem disponíveis em português.

Em empresas que ignoram a Lei de Cotas e evitam contratar surdos pelas dificuldades de comunicação quase sempre amplificadas pela falta de uma estrutura organizacional voltada à acessibilidade e à diversidade.

Está, enfim, em tudo o que separa o surdo de uma vida de oportunidades e independência.

Óbviamente, 30 dias não são suficientes para combater esses graves problemas enfrentadas por essa comunidade. Mas, ainda assim, convocamos a sociedade a vivenciar um #SetembroAzul com mais empatia com o próximo.

Saber que, embora reconheçamos as diferenças e as dificuldades, é fundamental que pensemos o mundo de maneira integrada e plural. Saber nos colocar na situação do outro – sabendo que sua necessidade de vida social e sua capacidade de sonhar é tão grande quanto a nossa.

Convocamos todos a, de alguma forma, contribuir para 30 dias de mais respeito e calor para a comunidade surda!